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Algumas curiosidades… Rua do Amial:
Esta Rua, abarca parte do que em tempos era a Quinta do Tronco, o nome da Rua fica a dever-se aos inúmeros amieiros que em tempos existiam. Foi nesta Rua que passou o primeiro transporte público em Paranhos, no ano de 1873. O transporte consistia num carro americano puxado por uma ou duas parelhas de muares, partia diariamente de S. Mamede Infesta e terminava a viagem na actual Praça de Carlos Alberto, em frente da Antiga Tabacaria Havaneza
Rua Álvaro Castelões: Esta foi a primeira rua da freguesia a ter iluminação pública a gás, vivia-se o ano de 1891, só em 1922 a electricidade chegou à freguesia. No fundo desta rua situa-se a Junta de Freguesia de Paranhos, criada por Decreto-lei de 18 de Julho de 1835 e até 1910 era designada por Junta da Paróquia.
Praça Marquês de Pombal: Foi
conhecida antigamente por Largo da Aguardente, por se realizar neste
local o mercado da aguardente. O coreto aí existente foi oferecido
pelos moradores da Praça. Este local constituiu uma das linhas de
defesa aquando das invasões francesas e das forças liberais durante o
cerco do Porto.No ano de 1785 algumas pessoas devotas de Santo António
ergueram uma capela denominada Santo António da Aguardente.
Rua da Constituição: O
primeiro troço desta comprida rua a ser construído, ligava a antiga
Praça da Aguardente, actual Praça Marquês de Pombal, à antiga Rua da
Rainha, actual, Rua Antero de Quental, e a sua conclusão data de 1845.
No ano de 1851 ainda rareavam as casas de habitação. As primeiras
instalações do Futebol Clube do Porto, foram edificadas nesta rua.
Rua de Costa Cabral: Foi nesta Rua que em 1882 foi aberta a segunda escola na freguesia. Era uma escola para crianças do sexo feminino, a primeira data de 1872. Antigamente, esta rua era a estrada que levava as pessoas da cidade do Porto a Guimarães, daí ter ficado conhecida como Estrada de Guimarães.
O Hospital Conde Ferreira: Este Hospital, mandado edificar por Joaquim Ferreira dos Santos, para o tratamento de doenças do foro mental, foi inaugurado em 24 de Março do ano 1883. Nos seus jardins podemos apreciar a estátua deste benemérito, mais conhecido por Conde Ferreira, numa obra do escultor portuense, Soares dos Reis. Este Hospital Psiquiátrico, foi edificado no antigo Largo das Regateiras, hoje Largo da Cruz. Era assim denominado, pois as vendedeiras que vinham das terras da Maia à cidade, paravam neste largo para vender, regateando os preços, cantando e dançando.
O Cemitério: Onde hoje está o cemitério de Paranhos, existiam em tempos bouças – as “Bouças do Agrelho”. As primeiras ossadas a serem trasladadas para aqui datam de 1879. Em 1910 o espaço já era insuficiente e teve de ser aumentado para o dobro. A construção do cemitério ficou a dever-se à proibição em 1835 de enterros no interior das igrejas e mais tarde nos adros das mesmas. No cemitério de Paranhos esteve sepultada a Beata a que muitos populares chamam de “Santa de Paranhos”. A Beata Maria do Divino Coração, nascida em Munster, na Alemanha no dia 8 de Setembro de 1863 de origem aristocrática, veio para o nosso país em 1894 para servir a Congregação do Bom Pastor. Foi nesse mesmo ano nomeada Superiora da Casa que a Congregação do Bom Pastor, sita na Rua do Vale Formoso, tendo aí permanecido até 1899, data da sua morte. Hoje, podemos visitar a capela e o quarto da Beata Maria do Divino Coração transformado em Museu, nas instalações da Congregação do Bom Pastor.
Estrada da Circunvalação: Esta via ficou concluída em 1897 e servia para limitar as fronteiras fiscais da cidade. Para a Freguesia de Paranhos ficaram estabelecidas as fronteiras da Areosa, Azenha, Amial e Monte dos Burgos, estas fronteiras mantiveram-se até 1943. No final do século XX com a construção da Via de Cintura Interna, melhora significativamente o acesso à freguesia a outros pontos da cidade, melhorando e aumentando a comunicação entre a população e serviços.
Apesar do seu perfil urbano, ainda hoje podemos descobrir os prazeres de uma freguesia que em tempos foi constituída por aldeias. Podemos encontrar pessoas que vendem pelas portas os legumes da horta, as que vendem à sua porta flores, a mercearia e a padaria onde se conhece o freguês, assistir e participar na procissão em honra de N.ª Senhora da Saúde, beber água num dos muitos fontanários que ainda vão resistindo à mudança, ou seja, costumes marcadamente rurais. Paranhos oferece uma dupla riqueza: viver e estar na cidade e usufruindo os seus serviços e meios, mas ao mesmo tempo desfrutar de uma tranquilidade bucólica, difícil de encontrar no meio urbano. |